Lucas narrando
Assim que o
almoço ficou pronto, minha mãe mandou eu
ir chamar a Mari pra se juntar a nos, subi as escadas e fui rumo ao quarto,
bati na porta e não ouvi resposta, então entrei, como previ ela estava
dormindo, me sentei ao seu lado e fiquei fazendo carinho em seus cabelos, eu já
a conhecia, mas não daquela maneira como estava sendo agora, não tinhas essa
“proximidade”, parecia que tinha algo de
diferente, mas não sabia o que, sempre via como ela cuidava do Luan, e na
verdade, sentia certa inveja dele, por ter alguém que o amasse e cuidasse tão
bem dele quanto a Mari, e agora que ela tava trabalhando comigo, queria que
fosse igual e se possível melhor, queria que ela se sentisse acolhida, que
gostasse do trabalho e principalmente de todos nos, comecei a chama-la um pouco
mais alto e ela abriu um pouco os olhos, me encarou e depois fechou-os de novo,
coçou-os de uma maneira engraçada e quando abriu de novo me olhou com certa
surpresa .
Lucas? O que
ocê ta fazendo aqui- perguntou bocejando.
Uai, vim
aqui te acordar, por que não gostou da surpresa? Eu Lucas Lucco o delicia da
mulherada te acordando, esse é o sonho de todas e você se sente assim- disse me
gabando e ela deu um sorriso.
Meu Deus,
outro iludido- disse apertando minha bochecha e eu ri da cara dela.
Por que
outro? – perguntei confuso, a respeito de quem mais ela falava.
Ah, odeio o
que vou fazer, mas é que você ta iludido igual o Luan- disse e entendi que ela
estava me comparando e pude perceber que ela não gostava nada, nada de
comparações.
Ah é assim?
Eu sou iludido?- disse me fazendo de bravo- vou fazer você dizer o contrario-
me arrumei na cama- se você não disser que eu sou lindo ou melhor maravilhoso
eu não paro.
Para o que
Lu...- ela me olhou com cara de confusa mais não deixei ela terminar a frase e
comecei a fazer cosquinha nela e em poucos segundos senti seu corpo ficar mole
e ela ria descontroladamente enquanto tentava me pedir pra parar.
Pa..ra..Lu..cas..ta..doen..do..minha..ba..rriga.._
disse tudo picadinho, como uma criança aprendo a falar devido seu riso, que com
toda a certeza todos lá embaixo estavam
ouvindo.
Não, só
quando você falar- disse parando um pouco, só o tempo dela dar uma respirada e
continuei.
Ta..eu..fa..lo..Lu..cas..você..
é..o..mais..lindo..mais..ma..ra..vi..lho..so..do pla..ne..ta- disse rindo muito-ago..ra..pa..ra..pelo..amor..de..
Deus...
Ta parei-
disse colocando as mãos pra cima- cara a sua risada é muito escandalosa, achei
que ia ficar surdo agora.
Nossa- ela
disse com cara de brava- é assim, você quase me mata e ainda tem a cara de pau
de me chamar de escandalosa? – fez cara de criança birrenta.
Oh neném,
num disse isso, disse que sua risada é alta, só isso- dei ênfase no risada- e
muito gostosa, da vontade de rir junto- ela me olhou com uma expressão
indecifrável- o que foi?
Gostosa é?-ela
disse com malicia.
Ou tava
falando da risada- disse me fazendo de santo.
Ta, sei,
risada- ela disse irônica enquanto se sentava.
Vai na
onde?- perguntei meio confuso.
Tomar banho-
respondeu como se fosse obvio- ou você acha que eu vou almoçar assim- disse apontando
seu corpo que ainda estava coberto por uma fina manta- fui- ela disse por fim,
se levantando.
Vou esperar
aqui- disse e inevitavelmente olhei para ela que agora caminhava até o banheiro
do quarto, fiquei reparando nela e além de profissional e gente boa, pude
perceber o quão linda ela é , não só por fora mais, também e principalmente, por dentro, aquele jeitinho moleca dela tava
me conquistando e despertando em mim algo que nunca senti antes, por nenhuma
mulher, inclusive mulheres mais “gostosas” do que ela, ela é diferente e
especial, tive sorte pela “troca”, seu
jeito de “moça do interior” e ao mesmo tempo “da cidade”, me deixava apaixonado
por ela.
Enquanto esperava
ela sair do banho resolvi ligar pro Luan pra contar de uma idea que a mãe teve,
e já que o relógio marcava 12:35, ele já deveria ter acordado.
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