terça-feira, 20 de maio de 2014

PIZZA, CONVERSA, NOITE....

Claro- respondi.
Logo ouvi passos e ele disse que a toalha já estava na porta, ouvi-o bufar quando simplesmente agradeci. Abri uma pequena brecha da porta peguei a toalha e comecei a me secar, coloquei uma lingerie e me enrolei na mesma, já que não havia levado pijama para o banheiro, sai daquele modo o que fez Lucas me “comer” com os olhos.
O que foi? – perguntei irônica.
Você – ele respondeu- ocê fica provocando depois não quer que eu fale nada.
Você que é louco- disse- agora olha pra lá- apontei o outro lado do quarto.

Ele se virou bufando, vesti o pijama que era assim.
O chamei e ficamos conversando sobre vários assuntos até sermos avisados que nossa pizza havia chegado, queria abrir a porta mais Lucas não deixou, devido ao tamanho de meu pijama, aproveitei isso e fui até o frigobar pegar o refrigerante.
 Nos sentamos na cama mesmo, com a pizza no centro e o refrigerante no chão, peguei meu celular e coloquei pra tocar algumas musicas, só pra não ficar um silencio total. Mas aos poucos começamos uma conversa leve e descontraída, realmente precisávamos daquilo pra “nos” conhecer melhor, não tínhamos nem 24 horas de convivência.
Mais e ai, do que ocê mais gosta? – Lucas perguntou.
Gosto de quê? – perguntei já que ele não continuou.
De fazer quando ta livre? De comida? De cor? – perguntou rapidamente.
Pra começar, como uma boa menina do interioR- puxei o R e ele riu- eu gosto de ficar em casa, não sou muito de sair- fiz careta e ele riu.
Uai, então porque escolheu uma profissão onde o que a gente menos faz é ficar em casa? – perguntou confuso.
Justamente, eu gosto de viajar, de conhecer lugares novos, pessoas novas, o que eu não gosto e de sair muito pra balada ou festa, exceto as do meu trabalho, e outra eu gosto muito mais muito mais de trabalhar do que ir pra curtir, é mais divertido, a adrenalina, a expectativa.
Hum, entendi, moça complexa você- ele riu.
Sou mesmo- ri convencida- mais de comida eu gosto de quase tudo, mais amo de paixão, batata frita com bife ou peito de frango, gosto de lasanha, de pizza- sorri apontando pra pizza sobre a cama que já estava em seus últimos pedaços- ah eu não sou enjoada não, só não gosto de jiló- fiz careta e ele riu negando.
Ah bom saber que você gosta de batata frita com bife, amanha vai ser esse nosso almoço- disse sorrindo.
Ai te amo- disse me ajoelhando na cama e dando um beijo estalado em sua bochecha.
Eu sei, eu sei- disse jogando um “cabelo imaginário” pra traz e logo sorriu e impossível foi não sorrir em resposta.
Quando terminamos Lucas chamou o “serviço de quarto” pra tirarem as coisas, enquanto isso escovei meus dentes e voltei me encostando na porta do “guarda-roupa”, quando por fim eles terminaram me deitei e puxei o edredom todo pra mim, Lucas se sentou ao meu lado e puxou-o pra si.
Ou, to com frio- resmunguei me virando pra ele- e outra, você  nem tomou banho- fiz careta- vai lá pra você poder deitar que já são quase 4 horas e daqui a pouco já ta na hora de levantar e você nem dormiu.
Ah que belezinha, preocupada comigo, também te amo ta? – beijou minha testa e foi rumo ao banheiro, me enrolei no cobertor e devido ao dia cansativo dormi rapidamente.
Lucas narrando.
Queria ficar conversando com a Mari por mais tempo, porem seus olhos denunciavam o quão cansada ela estava, então fui tomar banho, não demorei nem 15 minutos na esperança de que quando voltasse a encontraria acordada, mas não foi isso que aconteceu, ao contrario, ela dormia feito pedra,  então, fiz o mínimo de barulho possível e assim que me deitei apaguei a luz do abajur no criado mudo ao meu lado que era a única fonte de luz no quarto, por ter acordado tão cedo pra “recepcionar” Mari, em pouco tempo dormi.
Mari narrando.
Acordei com o celular tocando e só então dei por mim que eu e Lucas estávamos de “conchinha”, ri da situação e me levantei com cuidado pra não acorda-lo, fui até o banheiro fiz todas as minhas necessidades e já saí de lá pronta, fui em direção a cama pra acorda-lo já que ele permanecia da mesma maneira desde que eu havia entrado no banheiro.
Lucas- o chaqualhei- acorda, Lucas, ta na hora, levanta- pedi alto.
Ah só mais um pouquinho- pediu manhoso e bocechando- por favor- fez carinha fofa de sono, nem todo o que dinheiro no mundo seria capaz de pagar ter visto aquela cena.
Não dá Lu, você tem que levantar se não a gente vai perder o voo- eu dizia baixo, já que estava quase deitada ao seu lado.
Ah Marininha, só mais cinco minutinhos- pedia me olhando e era nítido seu cansaço.
Bem que eu queria poder te deixar dormir e dormir também, mas não dá, a gente tem que chegar no horário na reunião, pensa que é pro seu dvd, o seu sonho e do seus fãs- falava tentando anima-lo e pelo jeito funcionou já que assim que terminei ele se sentou na cama coçando os olhos depois levantou e foi em direção ao banheiro, já eram 7:20, se o Lucas não enrolasse chegaríamos no horário e eu realizaria meu primeiro “milagre”.

Um comentário: