Claro-
respondi.
Logo ouvi
passos e ele disse que a toalha já estava na porta, ouvi-o bufar quando
simplesmente agradeci. Abri uma pequena brecha da porta peguei a toalha e
comecei a me secar, coloquei uma lingerie e me enrolei na mesma, já que não
havia levado pijama para o banheiro, sai daquele modo o que fez Lucas me
“comer” com os olhos.
O que foi? –
perguntei irônica.
Você – ele
respondeu- ocê fica provocando depois não quer que eu fale nada.
Você que é
louco- disse- agora olha pra lá- apontei o outro lado do quarto.
Ele se virou
bufando, vesti o pijama que era assim.
O chamei e
ficamos conversando sobre vários assuntos até sermos avisados que nossa pizza
havia chegado, queria abrir a porta mais Lucas não deixou, devido ao tamanho de
meu pijama, aproveitei isso e fui até o frigobar pegar o refrigerante.
Nos sentamos na cama mesmo, com a pizza no
centro e o refrigerante no chão, peguei meu celular e coloquei pra tocar
algumas musicas, só pra não ficar um silencio total. Mas aos poucos começamos
uma conversa leve e descontraída, realmente precisávamos daquilo pra “nos”
conhecer melhor, não tínhamos nem 24 horas de convivência.
Mais e ai,
do que ocê mais gosta? – Lucas perguntou.
Gosto de
quê? – perguntei já que ele não continuou.
De fazer
quando ta livre? De comida? De cor? – perguntou rapidamente.
Pra começar,
como uma boa menina do interioR- puxei o R e ele riu- eu gosto de ficar em
casa, não sou muito de sair- fiz careta e ele riu.
Uai, então
porque escolheu uma profissão onde o que a gente menos faz é ficar em casa? –
perguntou confuso.
Justamente,
eu gosto de viajar, de conhecer lugares novos, pessoas novas, o que eu não
gosto e de sair muito pra balada ou festa, exceto as do meu trabalho, e outra
eu gosto muito mais muito mais de trabalhar do que ir pra curtir, é mais
divertido, a adrenalina, a expectativa.
Hum,
entendi, moça complexa você- ele riu.
Sou mesmo-
ri convencida- mais de comida eu gosto de quase tudo, mais amo de paixão,
batata frita com bife ou peito de frango, gosto de lasanha, de pizza- sorri
apontando pra pizza sobre a cama que já estava em seus últimos pedaços- ah eu
não sou enjoada não, só não gosto de jiló- fiz careta e ele riu negando.
Ah bom saber
que você gosta de batata frita com bife, amanha vai ser esse nosso almoço-
disse sorrindo.
Ai te amo-
disse me ajoelhando na cama e dando um beijo estalado em sua bochecha.
Eu sei, eu
sei- disse jogando um “cabelo imaginário” pra traz e logo sorriu e impossível
foi não sorrir em resposta.
Quando
terminamos Lucas chamou o “serviço de quarto” pra tirarem as coisas, enquanto
isso escovei meus dentes e voltei me encostando na porta do “guarda-roupa”,
quando por fim eles terminaram me deitei e puxei o edredom todo pra mim, Lucas
se sentou ao meu lado e puxou-o pra si.
Ou, to com
frio- resmunguei me virando pra ele- e outra, você nem tomou banho- fiz careta- vai lá pra você
poder deitar que já são quase 4 horas e daqui a pouco já ta na hora de levantar
e você nem dormiu.
Ah que
belezinha, preocupada comigo, também te amo ta? – beijou minha testa e foi rumo
ao banheiro, me enrolei no cobertor e devido ao dia cansativo dormi
rapidamente.
Lucas
narrando.
Queria ficar
conversando com a Mari por mais tempo, porem seus olhos denunciavam o quão
cansada ela estava, então fui tomar banho, não demorei nem 15 minutos na
esperança de que quando voltasse a encontraria acordada, mas não foi isso que
aconteceu, ao contrario, ela dormia feito pedra, então, fiz o mínimo de barulho possível e
assim que me deitei apaguei a luz do abajur no criado mudo ao meu lado que era
a única fonte de luz no quarto, por ter acordado tão cedo pra “recepcionar”
Mari, em pouco tempo dormi.
Mari
narrando.
Acordei com
o celular tocando e só então dei por mim que eu e Lucas estávamos de
“conchinha”, ri da situação e me levantei com cuidado pra não acorda-lo, fui
até o banheiro fiz todas as minhas necessidades e já saí de lá pronta, fui em
direção a cama pra acorda-lo já que ele permanecia da mesma maneira desde que
eu havia entrado no banheiro.
Lucas- o
chaqualhei- acorda, Lucas, ta na hora, levanta- pedi alto.
Ah só mais
um pouquinho- pediu manhoso e bocechando- por favor- fez carinha fofa de sono,
nem todo o que dinheiro no mundo seria capaz de pagar ter visto aquela cena.
Não dá Lu,
você tem que levantar se não a gente vai perder o voo- eu dizia baixo, já que
estava quase deitada ao seu lado.
Ah
Marininha, só mais cinco minutinhos- pedia me olhando e era nítido seu cansaço.
Bem que eu queria poder te deixar dormir e
dormir também, mas não dá, a gente tem que chegar no horário na reunião, pensa
que é pro seu dvd, o seu sonho e do seus fãs- falava tentando anima-lo e pelo
jeito funcionou já que assim que terminei ele se sentou na cama coçando os
olhos depois levantou e foi em direção ao banheiro, já eram 7:20, se o Lucas
não enrolasse chegaríamos no horário e eu realizaria meu primeiro “milagre”.
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Amei,continua....
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