segunda-feira, 14 de julho de 2014

HELENA

Voltamos pro hotel, cada um foi pro seu quarto já que viajaríamos pra João Pessoa cedinho amanha. Acordei por volta das 8:00 mandei mensagem pra todos pra descer por café em 30 minutos me vesti assim 

escovei os dentes arrumei o cabelo e fui chamar o Lucas, já que foi o único que a mensagem não deu relatório de entrega, bati na porta e ele me mandou entrar.Ainda não ta pronto?- perguntei enquanto ele vinha em minha direção sem camisa apenas de calça e tênis.Já já termino- selou nossos lábios.Huurum, bom mesmo senhor enrolado- me sentei na cama.15 minutos depois e descemos, tomamos um café e fomos de van até o aero onde pegamos um jatinho e fomos pro nosso destino.O dia foi de folga e a noite iriamos pro show. Já se marcava 22:15 e o combinado era que 22:00 estariamos todos no saguão para irmos pro local do show, porem Lucas não perde nunca a mania de enrolar e dessa vez não foi diferente, estava pegando meu celular pra ligar quando es que ele surgiu.
Nem precisa me ligar- ele disse puxando o celular da minha mão.E quem disse que eu ia te ligar? – ironizei.E se não era pra mim era pra quem? – ele arqueou a sobrancelha.Pro meu namorado- falei  próximo a seu ouvido e ouvi o pessoal em um coral fazer um huuuuuuuuuuuuuum um tanto engraçado.Parou vocês- eu falei- vamu que já tamu tudo atrasado.

Puxei a fila até a van e ouvi o Lucas gritar pra eu tomar cuidado pra não pisar na barra do meu vestido que era assim
e devo admitir que realmente queria provocar, então como havia cumprido meu objetivo apenas ri fraco e nem dei resposta, abri a porta da van e todos entraram, fiquei por ultimo e me sentei ao lado da Polly, aproveitei o momento e tirei uma foto com ela e não perdi tempo em postar


Com a mais gata de todas.. Polly minha linda...

A “viajem” seguiu normal, quando chegamos Lucas atendeu as fãs enquanto eu subia com a banda para o palco, dei uma olhada geral pra ver se não teríamos nenhum probleminha, depois de tudo certinho com a banda e com o palco, fui ver se Lucas já tinha acabado seu “atendimento”, cheguei no camarim bati na porta, pedi licença e entrei, pude ver que ele estava na ultima fã pois não tinha nenhuma outra esperando por ele lá fora, pra minha total surpresa ela pediu uma foto comigo também, atendi prontamente seu pedido e vi o anel de coco em seu dedo, sorri involuntariamente ao me lembra de Luan, to com saudades do meu neguinho, assim que tiver um tempo tenho que ligar pra ele.

Vamu Lucas, ta na hora- o chamei pela centésima vez enquanto ele o cabelo novamente.

Ta certinho?- perguntou se referindo ao mesmo.

Sim, ta perfeito, agora vamu logo- ele me deu um selinho e foi em direção a escadinha que dava acesso ao palco ficou um tempo em silencio , fez o sinal da cruz e subiu no palco levando a multidão aos gritos.

Aproveitei pra ir atrás de alguém pra saber se as fãs já haviam sido escolhidas. Fiquei sabendo que não, porque eles não sabiam ao certo quantas seriam, então eu prontamente fui escolher fãs de verdade pra ocupar essa vaga, tão sonhada por elas e que ultimamente não estavam sendo preenchidas por tais, ouvi muitas reclamarem que quem sobe no palco não é fã e com toda certeza eu não deixaria isso acontecer hoje, que seria de minha responsabilidade escolher pessoas pra isso, porque pra mim aquele show de ontem com a Flavinha já foi de mais, ela me da nos nervos só de lembrar.

Desci do palco indo até a grade, onde não demorei pra avistar um grupinho de fãs, segurando cartazes, com camisetas, faixas e tals, ri de algumas coisas que estavam escritas e pedi pro segurança que ali estava chamar umas três que estavam ali pertinho, assim ele fez e elas vieram com um lindo sorriso no rosto, chamei mais uma menininha de uns 10 anos, não mais que isso, que chorava por um abraço e mais três de outro fã clube ali próximo a grade, subi com as 7 para a lateral do palco.

Quando chegou a hora do Mozão, apontei a menina que seria, ela deveria ter uns 18 anos no máximo, porém era baixinha como eu, tinha os cabelos curtos, pouco acima dos ombros, com algumas mexas loiras, porem em sua maioria, poderia julga-la como morena, ela vestia uma calça de couro, que na boa Deus é justo mas a calça dela era mais, porem ficou lindo nela, uma camisa do fã clube ao qual ela representava e um salto impecável. Ela foi toda sorridente e saiu do palco ainda mais radiante, entreguei a ela seu celular com  o qual registrei o momento a seu pedido e com lagrimas nos olhos ela me agradeceu, sorri e a abracei, depois pedia a Hulk que a ajudasse a descer e assim ele fez, o show seguiu e depois de umas 5 musicas chegou a hora do arrocha, primeiro Biri fez sua apresentação, o que me fez rir da forma desengonçada como ele dançava, depois Lucas chamou as meninas, ficando apenas eu e Helena, a garotinha do abraço, ela estava sentadinha sobre uma caixa, vidrada em todos os movimentos do ídolo, ela ria conforme ele dançava, o que me levava a rir também, me sentei a seu lado, mas fiquei em silencio não queria incomoda-la, quando acabou as outras meninas saíram, ela se virou e me olhou com aqueles olhinhos negros, que mais pareciam duas jabuticabas, se ajoelhou sobre a caixa e me abraçou, sussurrando um muito obrigado com a voz embargada pelo choro, fiquei sem reação, mas logo comecei a acariciar seus cabelos e seu choro começou a cessar.

Calma Helena, não chora princesa, você tem que ta linda pra abraçar o Lucas, sorrindo e não chorando ta? – sequei uma lagrima solitária que insistiu em cair.

Ta- ela sorriu mostrando duas covinha pequenas em suas bochechas coradas- brigada mesmo viu? – eu assenti sorrindo- eu nem ia vim, minha mãe não queria deixar, mas meu pai me trouxe sabe? Ele pediu pra minha prima vim comigo e ele ia ficar esperando a gente lá fora, se não fosse por você eu não realizaria a outra parte do meu sonho que é abraçar o Lucas, porque ele nunca ia me ver no meio daquela multidão ali- apontou pra baixo- e eu nunca ia abraçar ele- fungou- brigadão Mari, você além de muito bonita é muito legal sabia? Eu até deixaria você namorar o Lucas- sorriu.

A que isso gatinha, linda aqui é você- sorri- então quer dizer que seu pai ta ali fora te esperando- ela afirmou com a cabeça- quando eu era mais nova meu pai também fazia isso, ele me levava nos shows, muitas vezes com a minha vizinha e ficava lá fora esperando a gente, quando eu fui ficando mais velha, ele me deixava ir sozinha, mas fazia questão de ficar esperando no carro até o fim do show, sem reclamar- sorri me lembrando porem meus olhos estavam marejados, me segurei pra não chorar- agora pequena peraí que sua hora ta chegando- falei e ela sorriu ainda mais largo.

Fui até a beiradinha do palco onde dava pro Lucas me ver e fiz sinal pra ele dar uma paradinha depois, apontei Helena que a essa hora estava atrás de mim e ele logo entendeu, cantou mais uma musica e depois veio busca-la, ela chorava muito agarrada ao pescoço dele, já ele por sua vez, acariciava suas bochechas e um lindo sorriso brotou no rosto de ambos, depois de cantar uma musica pra ela, ela a trouxe para mim e pediu pra que ela ficasse ali até o fim do show, assim aconteceu e quando o show acabou ele a pegou nas costas, o que pra ela foi uma diversão, levando-a conosco para o camarim, onde tiraram fotos e ele deu a ela uma toalhinha e uma flor, ela sorriu e deu a ele uma cartinha, ele sorriu e a abraçou depois disse peguei-a pela mão e a levei até sua prima.

Obrigada por realizar o sonho dessa pirralhinha aqui- ela bagunçou os cabelos de Helena que a mostrou a língua.

A que isso, eu que tenho que agradecer em nome do Lucas e de toda a equipe pelo amor que ela mostrou ter por ele, valeu pequena- bati em sua mão.

Ah Mari- ela puxou minha mão- tira uma foto comigo?

Achei que não ia pedir- brinquei e a peguei no colo, ela era miudinha então era levinha, tiramos as fotos em sua câmera e pedi também pra que sua prima tirasse no meu celular, queria guardar aquela recordação daquela bonequinha. Depois das fotos nos abraçamos e eu sai dali voltando pro camarim.  Lá juntei todos e fomos pra van. No hotel, fizemos uma “refeição leve” e fomos a nossos quartos, dessa vez Lucas foi a seu quarto direto, mal falou comigo, nem se despediu, já eu me despedi da equipe toda e fui então me arrumar pra deitar, tomei um banho rápido e quando estava colocando o pijama bateram na porta.

Já vai- gritei e uns 5 minutos depois fui até lá me deparando com Lucas todo arrumado- o que você quer?- perguntei seca.

Vamu sair, tem uma festinha aqui perto – fez carinha engraçada.

A já to de pijama- falei.

A se troca, rapidinho a gente não demora muito vai? – pediu.

Ta- cedi- entra ai e espera- ele entrou e se sentou na cama, peguei um vestidinho curto com a beiradinha brilhosa e um sapato preto de salto e fui pro banheiro me trocar e me maquiar.

To pronta- sai do banheiro.


Uau- ele falou me olhando- valeu a pena esperar- me fez dar uma voltinha.

Eu estava assim
e ele assim

 

Sim senhora- pegou minha mão trançando nossos dedos e brincando com os meus.

Fomos até a frente do hotel onde pegamos um taxi e fomos a tal “festinha” que na verdade era uma baladinha. Lá fomos pra área vip que não tinha tanta gente como na pista e ficamos curtindo, de repente começou a tocar “Só de Pensar” da Maria Cecilia e Rodolfo, e Lucas me puxou pra dançar juntinho com ele enquanto ele cantava a letra da mesma canção em meu ouvido me causando arrepios, cara era impressionante o poder que ele tinha sobre mim, em dois dias me vi apaixonada por ele, me vi viciada em seu cheiro desde a primeira vez que senti e me vi presa em seu olhar desde quando cruzou com o meu,  porem tinha medo de me machucar, não queria sofrer de novo, mesmo sabendo que Lucas não faria isso comigo, mas eu tinha medo, tinha medo de me entregar e sofrer ou me arrepender, porem ali em seus braços tudo que eu mais queria era que aquele momento durasse pra sempre, ele era meu porto seguro, sabia que podia contar com ele, ele me entendia e mesmo com todas que ele quisesse, eu fui a escolhida por ele, o que segundo o mesmo era uma decisão da qual ele não havia se arrependido e seus planos era de anunciar o nosso “namoro” o mais rápido possível a suas “esposas”.

Imagina- ele começou- quando a gente assumir e puder passar a sair sem medo- concluiu sorrindo.

É, não vejo a hora- disse sorrindo em seu ombro- tomara que elas aceitem de boa- falei.

Elas vão aceitar amor- pegou ainda mais firme minha cintura e eu passei meus braços em volta de seu pescoço- te amo minha pequena- beijou por entre meus cabelos.

Te amo mais meu grandão- disse levantando a cabeça olhando pra ele que me puxou pra um beijo seguido de outro que eu não conseguia saber qual era o melhor, nossas línguas travavam uma disputa perfeita entre si, ele sabia como me envolver e eu me deixava envolver por aquele clima gostoso, pelo calor de nossos corpos que queimavam ali mesmo, no meio daquelas pessoas que pra mim não existiam, pra mim  as únicas pessoas ali éramos eu e Lucas e o sentimento que nos dominava, o nosso amor.

Ficamos ali mais um pouco curtindo um ao outro, depois resolvemos ir embora, como havíamos bebidos, não estávamos bêbados, mas voltamos pro hotel mais “alegrinhos”.

Na porta do meu quarto, ele pegou firme em minha cintura me puxando para si.

Deixa eu entrar- ele falou em meu ouvido me causando arrepios, em seguida mordeu o lóbulo de minha orelha descendo devagar até meu pescoço onde depositou vários beijos, em seguida beijou meu queixo, minha mandíbula, roçou seus lábios aos meus e por fim me beijou.



e agora?? oque vai acontecer? sera que a Mari vai ceder??


so mais tarde kkkk bjão
Vanessa

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