escovei os dentes arrumei o cabelo e fui chamar
o Lucas, já que foi o único que a mensagem não deu relatório de entrega, bati
na porta e ele me mandou entrar.Ainda não ta pronto?- perguntei enquanto ele
vinha em minha direção sem camisa apenas de calça e tênis.Já já termino- selou nossos lábios.Huurum, bom mesmo senhor enrolado- me sentei na
cama.15 minutos depois e descemos, tomamos um café e
fomos de van até o aero onde pegamos um jatinho e fomos pro nosso destino.O dia foi de folga e a noite iriamos pro show.
Já se marcava 22:15 e o combinado era que 22:00 estariamos todos no saguão para
irmos pro local do show, porem Lucas não perde nunca a mania de enrolar e dessa
vez não foi diferente, estava pegando meu celular pra ligar quando es que ele
surgiu.
Nem precisa me ligar- ele disse puxando o celular da minha mão.E quem disse que eu ia te ligar? – ironizei.E se não era pra mim era pra quem? – ele arqueou a sobrancelha.Pro meu namorado- falei próximo a seu ouvido e ouvi o pessoal em um coral fazer um huuuuuuuuuuuuuum um tanto engraçado.Parou vocês- eu falei- vamu que já tamu tudo atrasado.
Nem precisa me ligar- ele disse puxando o celular da minha mão.E quem disse que eu ia te ligar? – ironizei.E se não era pra mim era pra quem? – ele arqueou a sobrancelha.Pro meu namorado- falei próximo a seu ouvido e ouvi o pessoal em um coral fazer um huuuuuuuuuuuuuum um tanto engraçado.Parou vocês- eu falei- vamu que já tamu tudo atrasado.
Puxei
a fila até a van e ouvi o Lucas gritar pra eu tomar cuidado pra não pisar na
barra do meu vestido que era assim
e devo admitir que realmente queria provocar,
então como havia cumprido meu objetivo apenas ri fraco e nem dei resposta, abri
a porta da van e todos entraram, fiquei por ultimo e me sentei ao lado da
Polly, aproveitei o momento e tirei uma foto com ela e não perdi tempo em
postar
Com a mais gata de todas.. Polly minha linda...
A “viajem” seguiu normal, quando chegamos Lucas
atendeu as fãs enquanto eu subia com a banda para o palco, dei uma olhada geral
pra ver se não teríamos nenhum probleminha, depois de tudo certinho com a banda
e com o palco, fui ver se Lucas já tinha acabado seu “atendimento”, cheguei no
camarim bati na porta, pedi licença e entrei, pude ver que ele estava na ultima
fã pois não tinha nenhuma outra esperando por ele lá fora, pra minha total
surpresa ela pediu uma foto comigo também, atendi prontamente seu pedido e vi o
anel de coco em seu dedo, sorri involuntariamente ao me lembra de Luan, to com
saudades do meu neguinho, assim que tiver um tempo tenho que ligar pra ele.
Vamu Lucas, ta na hora- o chamei pela centésima
vez enquanto ele o cabelo novamente.
Ta certinho?- perguntou se referindo ao mesmo.
Sim, ta perfeito, agora vamu logo- ele me deu
um selinho e foi em direção a escadinha que dava acesso ao palco ficou um tempo
em silencio , fez o sinal da cruz e subiu no palco levando a multidão aos
gritos.
Aproveitei pra ir atrás de alguém pra saber se
as fãs já haviam sido escolhidas. Fiquei sabendo que não, porque eles não
sabiam ao certo quantas seriam, então eu prontamente fui escolher fãs de
verdade pra ocupar essa vaga, tão sonhada por elas e que ultimamente não
estavam sendo preenchidas por tais, ouvi muitas reclamarem que quem sobe no
palco não é fã e com toda certeza eu não deixaria isso acontecer hoje, que
seria de minha responsabilidade escolher pessoas pra isso, porque pra mim
aquele show de ontem com a Flavinha já foi de mais, ela me da nos nervos só de
lembrar.
Desci do palco indo até a grade, onde não
demorei pra avistar um grupinho de fãs, segurando cartazes, com camisetas,
faixas e tals, ri de algumas coisas que estavam escritas e pedi pro segurança
que ali estava chamar umas três que estavam ali pertinho, assim ele fez e elas
vieram com um lindo sorriso no rosto, chamei mais uma menininha de uns 10 anos,
não mais que isso, que chorava por um abraço e mais três de outro fã clube ali
próximo a grade, subi com as 7 para a lateral do palco.
Quando chegou a hora do Mozão, apontei a menina
que seria, ela deveria ter uns 18 anos no máximo, porém era baixinha como eu,
tinha os cabelos curtos, pouco acima dos ombros, com algumas mexas loiras,
porem em sua maioria, poderia julga-la como morena, ela vestia uma calça de
couro, que na boa Deus é justo mas a calça dela era mais, porem ficou lindo
nela, uma camisa do fã clube ao qual ela representava e um salto impecável. Ela
foi toda sorridente e saiu do palco ainda mais radiante, entreguei a ela seu
celular com o qual registrei o momento a
seu pedido e com lagrimas nos olhos ela me agradeceu, sorri e a abracei, depois
pedia a Hulk que a ajudasse a descer e assim ele fez, o show seguiu e depois de
umas 5 musicas chegou a hora do arrocha, primeiro Biri fez sua apresentação, o
que me fez rir da forma desengonçada como ele dançava, depois Lucas chamou as
meninas, ficando apenas eu e Helena, a garotinha do abraço, ela estava
sentadinha sobre uma caixa, vidrada em todos os movimentos do ídolo, ela ria
conforme ele dançava, o que me levava a rir também, me sentei a seu lado, mas
fiquei em silencio não queria incomoda-la, quando acabou as outras meninas
saíram, ela se virou e me olhou com aqueles olhinhos negros, que mais pareciam
duas jabuticabas, se ajoelhou sobre a caixa e me abraçou, sussurrando um muito
obrigado com a voz embargada pelo choro, fiquei sem reação, mas logo comecei a
acariciar seus cabelos e seu choro começou a cessar.
Calma Helena, não chora princesa, você tem que
ta linda pra abraçar o Lucas, sorrindo e não chorando ta? – sequei uma lagrima
solitária que insistiu em cair.
Ta- ela sorriu mostrando duas covinha pequenas
em suas bochechas coradas- brigada mesmo viu? – eu assenti sorrindo- eu nem ia
vim, minha mãe não queria deixar, mas meu pai me trouxe sabe? Ele pediu pra
minha prima vim comigo e ele ia ficar esperando a gente lá fora, se não fosse
por você eu não realizaria a outra parte do meu sonho que é abraçar o Lucas,
porque ele nunca ia me ver no meio daquela multidão ali- apontou pra baixo- e
eu nunca ia abraçar ele- fungou- brigadão Mari, você além de muito bonita é
muito legal sabia? Eu até deixaria você namorar o Lucas- sorriu.
A que isso gatinha, linda aqui é você- sorri-
então quer dizer que seu pai ta ali fora te esperando- ela afirmou com a
cabeça- quando eu era mais nova meu pai também fazia isso, ele me levava nos
shows, muitas vezes com a minha vizinha e ficava lá fora esperando a gente,
quando eu fui ficando mais velha, ele me deixava ir sozinha, mas fazia questão
de ficar esperando no carro até o fim do show, sem reclamar- sorri me lembrando
porem meus olhos estavam marejados, me segurei pra não chorar- agora pequena
peraí que sua hora ta chegando- falei e ela sorriu ainda mais largo.
Fui até a beiradinha do palco onde dava pro
Lucas me ver e fiz sinal pra ele dar uma paradinha depois, apontei Helena que a
essa hora estava atrás de mim e ele logo entendeu, cantou mais uma musica e
depois veio busca-la, ela chorava muito agarrada ao pescoço dele, já ele por sua
vez, acariciava suas bochechas e um lindo sorriso brotou no rosto de ambos,
depois de cantar uma musica pra ela, ela a trouxe para mim e pediu pra que ela
ficasse ali até o fim do show, assim aconteceu e quando o show acabou ele a
pegou nas costas, o que pra ela foi uma diversão, levando-a conosco para o
camarim, onde tiraram fotos e ele deu a ela uma toalhinha e uma flor, ela
sorriu e deu a ele uma cartinha, ele sorriu e a abraçou depois disse peguei-a
pela mão e a levei até sua prima.
Obrigada por realizar o sonho dessa pirralhinha
aqui- ela bagunçou os cabelos de Helena que a mostrou a língua.
A que isso, eu que tenho que agradecer em nome
do Lucas e de toda a equipe pelo amor que ela mostrou ter por ele, valeu
pequena- bati em sua mão.
Ah Mari- ela puxou minha mão- tira uma foto
comigo?
Achei que não ia pedir- brinquei e a peguei no
colo, ela era miudinha então era levinha, tiramos as fotos em sua câmera e pedi
também pra que sua prima tirasse no meu celular, queria guardar aquela
recordação daquela bonequinha. Depois das fotos nos abraçamos e eu sai dali
voltando pro camarim. Lá juntei todos e
fomos pra van. No hotel, fizemos uma “refeição leve” e fomos a nossos quartos,
dessa vez Lucas foi a seu quarto direto, mal falou comigo, nem se despediu, já
eu me despedi da equipe toda e fui então me arrumar pra deitar, tomei um banho
rápido e quando estava colocando o pijama bateram na porta.
Já vai- gritei e uns 5 minutos depois fui até
lá me deparando com Lucas todo arrumado- o que você quer?- perguntei seca.
Vamu sair, tem uma festinha aqui perto – fez
carinha engraçada.
A já to de pijama- falei.
A se troca, rapidinho a gente não demora muito
vai? – pediu.
Ta- cedi- entra ai e espera- ele entrou e se
sentou na cama, peguei um vestidinho curto com a beiradinha brilhosa e um
sapato preto de salto e fui pro banheiro me trocar e me maquiar.
To pronta- sai do banheiro.
Uau- ele falou me olhando- valeu a pena
esperar- me fez dar uma voltinha.
Sim senhora- pegou minha mão trançando nossos
dedos e brincando com os meus.
Fomos até a frente do hotel onde pegamos um
taxi e fomos a tal “festinha” que na verdade era uma baladinha. Lá fomos pra
área vip que não tinha tanta gente como na pista e ficamos curtindo, de repente
começou a tocar “Só de Pensar” da Maria Cecilia e Rodolfo, e Lucas me puxou pra
dançar juntinho com ele enquanto ele cantava a letra da mesma canção em meu
ouvido me causando arrepios, cara era impressionante o poder que ele tinha
sobre mim, em dois dias me vi apaixonada por ele, me vi viciada em seu cheiro
desde a primeira vez que senti e me vi presa em seu olhar desde quando cruzou
com o meu, porem tinha medo de me
machucar, não queria sofrer de novo, mesmo sabendo que Lucas não faria isso
comigo, mas eu tinha medo, tinha medo de me entregar e sofrer ou me arrepender,
porem ali em seus braços tudo que eu mais queria era que aquele momento durasse
pra sempre, ele era meu porto seguro, sabia que podia contar com ele, ele me
entendia e mesmo com todas que ele quisesse, eu fui a escolhida por ele, o que
segundo o mesmo era uma decisão da qual ele não havia se arrependido e seus
planos era de anunciar o nosso “namoro” o mais rápido possível a suas
“esposas”.
Imagina- ele começou- quando a gente assumir e
puder passar a sair sem medo- concluiu sorrindo.
É, não vejo a hora- disse sorrindo em seu
ombro- tomara que elas aceitem de boa- falei.
Elas vão aceitar amor- pegou ainda mais firme
minha cintura e eu passei meus braços em volta de seu pescoço- te amo minha
pequena- beijou por entre meus cabelos.
Te amo mais meu grandão- disse levantando a
cabeça olhando pra ele que me puxou pra um beijo seguido de outro que eu não
conseguia saber qual era o melhor, nossas línguas travavam uma disputa perfeita
entre si, ele sabia como me envolver e eu me deixava envolver por aquele clima
gostoso, pelo calor de nossos corpos que queimavam ali mesmo, no meio daquelas
pessoas que pra mim não existiam, pra mim
as únicas pessoas ali éramos eu e Lucas e o sentimento que nos dominava,
o nosso amor.
Ficamos ali mais um pouco curtindo um ao outro,
depois resolvemos ir embora, como havíamos bebidos, não estávamos bêbados, mas
voltamos pro hotel mais “alegrinhos”.
Na porta do meu quarto, ele pegou firme em
minha cintura me puxando para si.
Deixa eu entrar- ele falou em meu ouvido me
causando arrepios, em seguida mordeu o lóbulo de minha orelha descendo devagar
até meu pescoço onde depositou vários beijos, em seguida beijou meu queixo,
minha mandíbula, roçou seus lábios aos meus e por fim me beijou.
e agora?? oque vai acontecer? sera que a Mari vai ceder??
so mais tarde kkkk bjão
Vanessa
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Ainda bem que voltou rsrsrs...
ResponderExcluirAcho que Mari vai ceder sim...
Tá lindo continua...
Continua...
ResponderExcluir